Queda de cabelo feminina pode ser um aviso de uma vida estressante e de hábitos inadequados. Mude enquanto é tempo!

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Nada pior do que tomar aquele belo banho, lavar os cabelos e descobrir chumaços de cabelo no ralo do banheiro… Apesar de ser um problema menos frequente em mulheres, a queda de cabelo pode gerar consequências desagradáveis e até afetar a autoestima. Mas cuidado: se ela aparecer, a causa pode ser genética mas também pode ser um alerta de que você está passando por um estresse exagerado somado a hábitos de vida inadequados.

Pesquisando sobre as causas da queda de cabelo feminina esses dias, descobri uma pesquisa recente que mostra que estresse, tabagismo e consumo excessivo de álcool são os três fatores mais associados à calvície feminina, exatamente nesta ordem.

Um estudo feito com 84 gêmeas idênticas – o que deixa de fora a contribuição genética para as falhas no couro cabeludo – comprovou que entre as divorciadas e viúvas o problema capilar é 16 vezes maior do que entre as casadas.

Muito mais do que o estado civil é o estresse típico destas duas situações que explica a maior vulnerabilidade. A neurologia já nos mostrou que as situações estressantes alteram nossas células. O corpo todo sofre e os pelos também, já que ficam mais fracos e caem mais nestes períodos.

Outro ponto é que o estresse, quase sempre, vem acompanhado de má alimentação. Ou a pessoa passa a não comer ou prioriza os alimentos gordurosos. Este padrão alimentar errado também influencia no couro cabeludo, favorecendo a queda acentuada.

O tabagismo e o consumo de álcool em exagero influem na queda capilar das mulheres também por alterarem o padrão celular humano. No estudo, as fumantes apresentaram falhas na região frontal da cabeça seis vezes superior do que as que não fumavam. A ingestão de quatro ou mais doses de álcool nas ocasiões em que decidem beber também resultou em mais problemas capilares.

Como foi a análise - A pesquisa foi apresentada em reunião da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica e realizada por médicos da Universidade de Cleveland, em Ohio (EUA). Para chegar às conclusões, eles selecionaram as gêmeas – com idade média de 53 anos – e analisaram a saliva das participantes, em busca de marcadores genéticos da calvície e níveis de testosterona (a falta deste hormônio predispõe à queda de cabelo). Além disso, por meio de programas de computador, eles avaliaram o couro cabeludo das mulheres, medindo as falhas capilares.

Segundo os especialistas, a queda de cabelo pode ser passageira, em especial quando os influenciadores são os hábitos de risco apontados na pesquisa. O problema é que o mapeamento feito pelo Ministério da Saúde mostra que a população feminina está muito próxima destes três vilões da saúde capilar.

A taxa de tabagistas entre 45 e 54 anos – fase em que a composição hormonal já muda e favorece a queda dos fios – é de 16%, a maior entre o público feminino. Na mesma idade, uma em dez é considerada bebedora de risco. Além disso, mais da metade, 54%, são estressadas como evidenciou pesquisa do Hospital do Coração (HCor).

Ao perceber a queda excessiva de cabelo, avalie como está a sua vida: está passando por situações muito estressantes? Com está sua alimentação: come muitos alimentos gordurosos e pouca verdura, legumes, frutas e fibras? É fumante e bebe mais do que socialmente? Reavalie e mude seus hábitos para ter o cabelo sempre saudável. E se não conseguir sozinha, procure a ajuda de um profissional especializado.

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