Independência da Mulher passa pela liberdade de não menstruar

Vamos relembrar como o desenvolvimento dos anticoncepcionais está intimamente ligado ao processo de independência da mulher moderna? Desde o início da década de 1960, com a chegada da primeira pílula anticoncepcional no mercado, as mulheres ganharam cada vez mais independência, liberdade e poder, não só sobre próprio corpo, mas também em seu papel na sociedade.

Com a pílula, houve a chamada revolução sexual. Livres do risco de gravidez indesejada, as mulheres se libertaram de séculos de repressão sexual, e a sociedade passou a ver o sexo como algo natural e prazeroso, e não apenas como necessário para a procriação. Desde então, além de controlar o próprio corpo, a mulher passou a ter o controle em todos os aspectos da vida: trabalho, educação, lazer, relacionamentos…

Hoje a mulher tem mais liberdade, mas sua vida não é nada fácil, tendo que se desdobrar nos papéis de profissional, mãe, esposa, dona de casa… e ainda tendo que lidar com a velha inimiga TPM e os efeitos colaterais da menstruação, agravados pelas pressões e correrias da vida moderna. Mas se a TPM é o último obstáculo para a independência da mulher, a boa notícia é que esse obstáculo já pode ser superado, com o uso da contracepção contínua. Você não precisa ser dependente do ciclo menstrual, fale com seu ginecologista e saiba mais sobre este método.10259700_737454043012269_5892376978599268925_n

Pílula de uso contínuo: tire suas dúvidas sobre o sangramento!

Uma das principais dúvidas das leitoras do Viva Sem Menstruar, tanto do blog como da fan page, é sobre o sangramento de escape que ocorre em algumas mulheres que optam pela contracepção contínua. Afinal de contas, esse sangramento é normal, é uma menstruação, significa que a pílula não está sendo eficaz? Não se desespere! O ginecologista Dr. Achilles Cruz tira todas essas dúvidas agora:

Dúvida 1 – Mesmo tomando a pílula contínua eu posso menstruar?

Dr. Achilles - No regime de contracepção contínua não ocorre o sangramento mensal, uma vez que não há interrupção periódica do contraceptivo conforme ocorre com o uso de pílulas no regime tradicional com pausa. Entretanto, como em qualquer regime hormonal, pode ocorrer a presença de sangramento de escape.

Dúvida 2 – O que devo fazer se tiver sangramento durante o uso da pílula contínua?

Dr. Achilles - Em geral, o sangramento de escape é autolimitado, ou seja, tende a desaparecer espontaneamente. Portanto, continue o tratamento normalmente. Caso o sangramento persista, se torne intenso ou inconveniente, consulte o seu médico para orientá-la como proceder.

Dúvida 3 – O sangramento é um sinal de que a pílula não está funcionando adequadamente? 

Dr. Achilles - O sangramento não significa redução da eficácia da pílula. Portanto, no caso de sangramento continue o tratamento normalmente para assegurar a eficácia do método.

Se você tiver mais dúvidas sobre o assunto, acesse o site www.vivasemmenstruar.com.br e envie pela seção “Pergunte ao ginecologista”.

Pílula de uso contínuo não é qualquer uma: precisa ser testada e aprovada

A pílula anticoncepcional de uso contínuo deve ser do tipo combinada, monofásica e de baixa dose, ou seja, pílulas que apresentam baixa dose dos hormônios estrogênio e progestagênio em concentração constante durante todo o ciclo.

Trata-se da mesma formulação da maioria das pílulas de uso convencional, diferindo apenas no tipo de regime de administração. Entretanto, aconselha-se que sejam utilizadas no regime contínuo as pílulas que foram testadas e aprovadas para uso específico neste regime contraceptivo.

Efeitos colaterais são diferentes? – Não. Os efeitos colaterais associados ao regime de contracepção contínua são similares aos observados nas usuárias de pílulas com pausa. O sangramento irregular é o efeito colateral mais comum. Em alguns casos, a menstruação não chega a ser totalmente suspensa e as mulheres podem apresentar sangramento irregular do tipo spotting (mancha menstrual) ou sangramento de escape. Este efeito é observado, principalmente, nos primeiros meses de uso do regime contínuo e tende a melhorar com a continuidade do tratamento.

Na dúvida, procure sempre seu ginecologista e tire todas as suas dúvidas! 

Quinoa: quatro benefícios para a saúde e a boa forma

Alimentos funcionais possuem múltiplos benefícios para a saúde e a boa forma. A quinoa está na lista daqueles que devem fazer parte da sua rotina desde já. E ela é menos calórica do que parece.

A quinoa possui cerca de 330 calorias em 110 g, quantidade similar ao arroz. Se você substituir o grão pelo outro, em algumas refeições, poderá aproveitar o que este alimento tem de melhor. Confira motivos para incluir o alimento na sua rotina. 

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Andar de bicicleta emagrece, controla a ansiedade e traz outros 5 benefícios

Andar de bicicleta, além de trazer uma sensação indescritível de liberdade, traz benefícios para o corpo. São sete privilégios os à saúde. Eles vão da proteção cardíaca à prevenção da ansiedade. O Viva Sem Menstruar lista no infográfico abaixo:

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O uso do contraceptivo contínuo afeta a fertilidade?

Essa talvez seja a dúvida mais recorrente que aparece entre as leitoras do blog Viva Sem Menstruar. O contraceptivo usado de modo contínuo não tem qualquer relação com a infertilidade. Agora, vamos saber os detalhes?

Há estudos que compararam o retorno à fertilidade em mulheres que utilizaram pílulas em regime contínuo e regime com pausa. Eles demonstraram que a taxa de gravidez após a suspensão do tratamento é semelhante nos dois regimes.

Além da fertilidade não ser afetada, a sua menstruação também voltará ao normal, fique sossegada! De acordo com os especialistas, o retorno às menstruações é rapidamente restabelecido após a suspensão do tratamento contraceptivo em regime contínuo. Não existem evidências de que o restabelecimento da função ovariana e, portanto, da menstruação seja prejudicado com o uso contínuo da pílula.

Ainda tem dúvidas? Sim, todas nós temos, afinal de contas, parar de menstruar é uma mudança de paradigma. Estamos todas acostumadas a achar que menstruar é normal e qualquer coisa que signifique o fim dos sangramentos mensais e dos sintomas da TPM (tensão pré-menstrual) que os acompanham sejam “antinaturais”. Pura bobagem baseada em senso comum. Mas tomar pílula de modo contínuo pode trazer efeitos colaterais?

Os estudos indicam que os efeitos colaterais relacionados ao regime de contracepção contínua são similares aos observados nas usuárias de pílulas com pausa. O sangramento irregular é o efeito colateral mais comum. Este efeito é observado, principalmente, nos primeiros meses de uso do regime contínuo e tende a melhorar com a continuidade do tratamento.

Lembre-se: sangramento nunca mais! No regime de contracepção contínua não ocorre o sangramento mensal, uma vez que não há interrupção periódica do contraceptivo conforme ocorre com o uso de pílulas no regime tradicional com pausa. Entretanto, como em qualquer regime hormonal, pode ocorrer a presença de sangramento irregular. Bem, agora que mais dúvidas estão sanadas, procure seu ginecologista e pergunte a ele se a contracepção contínua pode ser para você!

Mentir no ginecologista é nada mais, nada menos, que autossabotagem

No post anterior falamos sobre a falta de libido e a importância de procurar ajuda de um profissional que pode ser o ginecologista ou um terapeuta. Vamos aproveitar o ensejo para falar de algo que é muito comum entre as mulheres: aquela mentirinha de leve para o médico. Quando li sobre o assunto resolvi conversar com a minha ginecologista para saber se isso é comum.

A resposta foi enfática: “Sim, as mulheres mentem na consulta. Mas isso depende muito da intimidade com o médico. Eu, por exemplo, se percebo que a minha paciente está abordando o assunto pela tangente, procuro falar de assuntos corriqueiros para que ela vá ficando mais a vontade. Quando percebo que é o momento certo, vou direto ao ponto… Para que isso aconteça, a consulta costuma não ser rápida. Mas a minha função como médica é justamente essa”, afirmou.

Mas o que leva as mulheres a mentir no ginecologista? Pura vergonha ou medo de ouvir broncas… Pensando que uma mentirinha pode ser muito grave para a saúde, não só sua, como de seu parceiro, eu penso que mentir no consultório é uma tremenda autossabotagem.

Uma das mentiras mais comuns é dizer ao médico que você fez todos os exames de rotina no ano passado quando você sabe que não vai ao médico faz pelo menos dois anos. Você pode até dizer que não teve tempo, mas saiba que é muito melhor sair duas horas mais cedo do trabalho a cada seis meses do que contrair uma doença.

Os exames de rotina são capazes de detectar doenças no início e, assim, te dá mais armas para lutar contra elas. Se você resolve ir ao médico somente quando sentir algo errado pode ser tarde demais. Pense que um HPV (papiloma vírus humano) pode tornar-se um câncer de colo de útero, por exemplo.

Outra mentira “daquelas” é dizer que sempre usou camisinha ou que nunca tomou a pílula do dia seguinte. Esta última pode até ser a salvação para quem transou sem camisinha, mas deve ser usada com cautela. E, pior, revela que você não se protegeu contra as famosas DSTs, incluindo entre elas a AIDS.

É importante contar tudo ao seu médico, pois sua menstruação pode atrasar e, se você estiver desregulada, ele precisa encontrar o motivo. Converse com ele para saber qual o melhor método contraceptivo, que melhor se adéqua a seu estilo de vida.

Outra “história pra boi dormir” é omitir do médico que você tem um corrimento de vez em quando. O corrimento é um aviso importante de que algum problema está ocorrendo e, dessa forma, precisa ser tratado. Pode ser algo simples, uma alergia, ou uma bactéria, mas pode ser também um mioma (espécie de tumor), uma inflamação, ou uma endometriose (inflamação do endométrio local do útero responsável por abrigar o feto durante a gravidez).

Será que eu te convenci? Espero que sim… O médico não está lá para te dar bronca, mas para te ajudar no tratamento. Mas se você não se ajuda, ele também não conseguirá ajudá-la. Pense nisso!

Motivos para não menstruar

Conciliar as exigências profissionais, familiares e o bem-estar tem sido um dos maiores desafios da mulher contemporânea, e as brasileiras sabem bem disso. Segundo pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pelo Centro de Pesquisa em Saúde Reprodutiva, elas lideram a lista com o maior índice de tensão pré-menstrual do mundo.

As mulheres saudáveis desde a adolescência até a perimenopausa têm a opção e o apoio de médicos especialistas em ginecologia e contracepção, para viver sem menstruar, e se prevenir de doenças como endometriose, mioma e anemia, usando a contracepção contínua.

Não menstruar significa uma vida com mais liberdade. Você pode escolher passar o final de semana na praia, participar de uma reunião ou namorar, sem precisar se preocupar com cólicas ou a temida TPM, que muitas vezes vem acompanhada por alterações no apetite e mudanças repentinas de humor.

Nada de segundo filho? As mães também contam com vários métodos contraceptivos

Vida profissional com muitas exigências, trânsito, correria, custos exorbitantes… Vamos ser sinceras: é absolutamente compreensível que cada vez mais mães resolvam evitar a segunda gravidez e resolvam dar mais atenção ao único filho.
Se você se encaixa neste caso, há vários métodos contraceptivos a fim de evitar a segunda gravidez. “A maioria dos métodos de alta eficácia utilizam os hormônios sexuais para exercer a ação contraceptiva. A forma de administração destes hormônios pode ser através da via oral (pílulas anticoncepcionais), parenteral (contraceptivos injetáveis), vaginal (anel vaginal), transdérmica (adesivo contraceptivo), subcutânea (implante subdérmico) ou intrauterina (DIU hormonal). Todos estes métodos são muito eficazes na prevenção da gravidez”, explica o ginecologista e obstetra Achilles Machado Cruz.
Segundo ele, cada um destes métodos apresenta suas particularidades, com vantagens e desvantagens. “Alguns agregam benefícios adicionais, sendo indicados para o tratamento da acne, sintomas pré-menstruais e endometriose, como é o caso das pílulas anticoncepcionais. A escolha por um ou outro método vai depender das necessidades e características individuais de cada paciente.”
Para escolher o método mais indicado para você, procure seu ginecologista.
Mas, como dedicar tempo ao filho em meio a tantas exigências? O segredo aqui é transformar pouca quantidade em muita qualidade.
Reserve um período do dia (ou da noite) para se dedicar ao pequeno. Durante este tempo, evite o celular, a TV… Se concentre nas necessidades dele, como a leitura de um livro, uma brincadeira ou um jogo. Pergunte como foi o dia, identifique assuntos de maior interesse, assim como medos e anseios.
A consolidação desta parceria renderá os melhores frutos que a vida tem a oferecer!

Exame clínico e mamografia, ambos são importantes contra o câncer de mama

Ouvimos há anos que a mamografia é a única forma de prevenir o câncer de mama, certo? É, segundo uma pesquisa canadense divulgada essa semana, parece que não. E como eles chegaram à essa conclusão? Vamos contar um pouquinho pra vocês.
A pesquisa foi realizada com cerca de 90 mil mulheres entre 40 e 59 anos. A conclusão foi que a mamografia anual não reduz a mortalidade por câncer de mama, se comparado com o exame clínico realizado pelo seu médico – aquele que a gente faz em casa através do toque.
A questão é: não é que a mamografia não seja eficaz, mas se comparada ao exame clínico (que é simples e menos dolorido, sem dúvida), não há muita diferença. Os resultados foram: durante cinco anos parte das mulheres realizaram o exame de toque e a outra parte, a mamografia e a incidência de morte por câncer de mama foi a mesma em ambos os métodos.
Mas o que devemos ter bem claro em nós é a importância de se prevenir. Seja em casa, seja no médico (visita anual obrigatória), pois só assim poderemos mudar as estatísticas, que ainda, infelizmente, são assustadoras.
Então, “girls”, sem vacilo, hein! Percebeu qualquer anormalidade em seu corpo, bora para o ginecologista!
Porque se cuidar é parte fundamental do amor próprio, da independência e da tranquilidade.
Fonte: Folha de São Paulo