Pílula de uso contínuo: tire suas dúvidas sobre o sangramento!

Uma das principais dúvidas das leitoras do Viva Sem Menstruar, tanto do blog como da fan page, é sobre o sangramento de escape que ocorre em algumas mulheres que optam pela contracepção contínua. Afinal de contas, esse sangramento é normal, é uma menstruação, significa que a pílula não está sendo eficaz? Não se desespere! O ginecologista Dr. Achilles Cruz tira todas essas dúvidas agora:

Dúvida 1 – Mesmo tomando a pílula contínua eu posso menstruar?

Dr. Achilles - No regime de contracepção contínua não ocorre o sangramento mensal, uma vez que não há interrupção periódica do contraceptivo conforme ocorre com o uso de pílulas no regime tradicional com pausa. Entretanto, como em qualquer regime hormonal, pode ocorrer a presença de sangramento de escape.

Dúvida 2 – O que devo fazer se tiver sangramento durante o uso da pílula contínua?

Dr. Achilles - Em geral, o sangramento de escape é autolimitado, ou seja, tende a desaparecer espontaneamente. Portanto, continue o tratamento normalmente. Caso o sangramento persista, se torne intenso ou inconveniente, consulte o seu médico para orientá-la como proceder.

Dúvida 3 – O sangramento é um sinal de que a pílula não está funcionando adequadamente? 

Dr. Achilles - O sangramento não significa redução da eficácia da pílula. Portanto, no caso de sangramento continue o tratamento normalmente para assegurar a eficácia do método.

Se você tiver mais dúvidas sobre o assunto, acesse o site www.vivasemmenstruar.com.br e envie pela seção “Pergunte ao ginecologista”.

Pílula de uso contínuo não é qualquer uma: precisa ser testada e aprovada

A pílula anticoncepcional de uso contínuo deve ser do tipo combinada, monofásica e de baixa dose, ou seja, pílulas que apresentam baixa dose dos hormônios estrogênio e progestagênio em concentração constante durante todo o ciclo.

Trata-se da mesma formulação da maioria das pílulas de uso convencional, diferindo apenas no tipo de regime de administração. Entretanto, aconselha-se que sejam utilizadas no regime contínuo as pílulas que foram testadas e aprovadas para uso específico neste regime contraceptivo.

Efeitos colaterais são diferentes? – Não. Os efeitos colaterais associados ao regime de contracepção contínua são similares aos observados nas usuárias de pílulas com pausa. O sangramento irregular é o efeito colateral mais comum. Em alguns casos, a menstruação não chega a ser totalmente suspensa e as mulheres podem apresentar sangramento irregular do tipo spotting (mancha menstrual) ou sangramento de escape. Este efeito é observado, principalmente, nos primeiros meses de uso do regime contínuo e tende a melhorar com a continuidade do tratamento.

Na dúvida, procure sempre seu ginecologista e tire todas as suas dúvidas! 

Quinoa: quatro benefícios para a saúde e a boa forma

Alimentos funcionais possuem múltiplos benefícios para a saúde e a boa forma. A quinoa está na lista daqueles que devem fazer parte da sua rotina desde já. E ela é menos calórica do que parece.

A quinoa possui cerca de 330 calorias em 110 g, quantidade similar ao arroz. Se você substituir o grão pelo outro, em algumas refeições, poderá aproveitar o que este alimento tem de melhor. Confira motivos para incluir o alimento na sua rotina. 

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Andar de bicicleta emagrece, controla a ansiedade e traz outros 5 benefícios

Andar de bicicleta, além de trazer uma sensação indescritível de liberdade, traz benefícios para o corpo. São sete privilégios os à saúde. Eles vão da proteção cardíaca à prevenção da ansiedade. O Viva Sem Menstruar lista no infográfico abaixo:

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O uso do contraceptivo contínuo afeta a fertilidade?

Essa talvez seja a dúvida mais recorrente que aparece entre as leitoras do blog Viva Sem Menstruar. O contraceptivo usado de modo contínuo não tem qualquer relação com a infertilidade. Agora, vamos saber os detalhes?

Há estudos que compararam o retorno à fertilidade em mulheres que utilizaram pílulas em regime contínuo e regime com pausa. Eles demonstraram que a taxa de gravidez após a suspensão do tratamento é semelhante nos dois regimes.

Além da fertilidade não ser afetada, a sua menstruação também voltará ao normal, fique sossegada! De acordo com os especialistas, o retorno às menstruações é rapidamente restabelecido após a suspensão do tratamento contraceptivo em regime contínuo. Não existem evidências de que o restabelecimento da função ovariana e, portanto, da menstruação seja prejudicado com o uso contínuo da pílula.

Ainda tem dúvidas? Sim, todas nós temos, afinal de contas, parar de menstruar é uma mudança de paradigma. Estamos todas acostumadas a achar que menstruar é normal e qualquer coisa que signifique o fim dos sangramentos mensais e dos sintomas da TPM (tensão pré-menstrual) que os acompanham sejam “antinaturais”. Pura bobagem baseada em senso comum. Mas tomar pílula de modo contínuo pode trazer efeitos colaterais?

Os estudos indicam que os efeitos colaterais relacionados ao regime de contracepção contínua são similares aos observados nas usuárias de pílulas com pausa. O sangramento irregular é o efeito colateral mais comum. Este efeito é observado, principalmente, nos primeiros meses de uso do regime contínuo e tende a melhorar com a continuidade do tratamento.

Lembre-se: sangramento nunca mais! No regime de contracepção contínua não ocorre o sangramento mensal, uma vez que não há interrupção periódica do contraceptivo conforme ocorre com o uso de pílulas no regime tradicional com pausa. Entretanto, como em qualquer regime hormonal, pode ocorrer a presença de sangramento irregular. Bem, agora que mais dúvidas estão sanadas, procure seu ginecologista e pergunte a ele se a contracepção contínua pode ser para você!

Mentir no ginecologista é nada mais, nada menos, que autossabotagem

No post anterior falamos sobre a falta de libido e a importância de procurar ajuda de um profissional que pode ser o ginecologista ou um terapeuta. Vamos aproveitar o ensejo para falar de algo que é muito comum entre as mulheres: aquela mentirinha de leve para o médico. Quando li sobre o assunto resolvi conversar com a minha ginecologista para saber se isso é comum.

A resposta foi enfática: “Sim, as mulheres mentem na consulta. Mas isso depende muito da intimidade com o médico. Eu, por exemplo, se percebo que a minha paciente está abordando o assunto pela tangente, procuro falar de assuntos corriqueiros para que ela vá ficando mais a vontade. Quando percebo que é o momento certo, vou direto ao ponto… Para que isso aconteça, a consulta costuma não ser rápida. Mas a minha função como médica é justamente essa”, afirmou.

Mas o que leva as mulheres a mentir no ginecologista? Pura vergonha ou medo de ouvir broncas… Pensando que uma mentirinha pode ser muito grave para a saúde, não só sua, como de seu parceiro, eu penso que mentir no consultório é uma tremenda autossabotagem.

Uma das mentiras mais comuns é dizer ao médico que você fez todos os exames de rotina no ano passado quando você sabe que não vai ao médico faz pelo menos dois anos. Você pode até dizer que não teve tempo, mas saiba que é muito melhor sair duas horas mais cedo do trabalho a cada seis meses do que contrair uma doença.

Os exames de rotina são capazes de detectar doenças no início e, assim, te dá mais armas para lutar contra elas. Se você resolve ir ao médico somente quando sentir algo errado pode ser tarde demais. Pense que um HPV (papiloma vírus humano) pode tornar-se um câncer de colo de útero, por exemplo.

Outra mentira “daquelas” é dizer que sempre usou camisinha ou que nunca tomou a pílula do dia seguinte. Esta última pode até ser a salvação para quem transou sem camisinha, mas deve ser usada com cautela. E, pior, revela que você não se protegeu contra as famosas DSTs, incluindo entre elas a AIDS.

É importante contar tudo ao seu médico, pois sua menstruação pode atrasar e, se você estiver desregulada, ele precisa encontrar o motivo. Converse com ele para saber qual o melhor método contraceptivo, que melhor se adéqua a seu estilo de vida.

Outra “história pra boi dormir” é omitir do médico que você tem um corrimento de vez em quando. O corrimento é um aviso importante de que algum problema está ocorrendo e, dessa forma, precisa ser tratado. Pode ser algo simples, uma alergia, ou uma bactéria, mas pode ser também um mioma (espécie de tumor), uma inflamação, ou uma endometriose (inflamação do endométrio local do útero responsável por abrigar o feto durante a gravidez).

Será que eu te convenci? Espero que sim… O médico não está lá para te dar bronca, mas para te ajudar no tratamento. Mas se você não se ajuda, ele também não conseguirá ajudá-la. Pense nisso!

Nada de segundo filho? As mães também contam com vários métodos contraceptivos

Vida profissional com muitas exigências, trânsito, correria, custos exorbitantes… Vamos ser sinceras: é absolutamente compreensível que cada vez mais mães resolvam evitar a segunda gravidez e resolvam dar mais atenção ao único filho.
Se você se encaixa neste caso, há vários métodos contraceptivos a fim de evitar a segunda gravidez. “A maioria dos métodos de alta eficácia utilizam os hormônios sexuais para exercer a ação contraceptiva. A forma de administração destes hormônios pode ser através da via oral (pílulas anticoncepcionais), parenteral (contraceptivos injetáveis), vaginal (anel vaginal), transdérmica (adesivo contraceptivo), subcutânea (implante subdérmico) ou intrauterina (DIU hormonal). Todos estes métodos são muito eficazes na prevenção da gravidez”, explica o ginecologista e obstetra Achilles Machado Cruz.
Segundo ele, cada um destes métodos apresenta suas particularidades, com vantagens e desvantagens. “Alguns agregam benefícios adicionais, sendo indicados para o tratamento da acne, sintomas pré-menstruais e endometriose, como é o caso das pílulas anticoncepcionais. A escolha por um ou outro método vai depender das necessidades e características individuais de cada paciente.”
Para escolher o método mais indicado para você, procure seu ginecologista.
Mas, como dedicar tempo ao filho em meio a tantas exigências? O segredo aqui é transformar pouca quantidade em muita qualidade.
Reserve um período do dia (ou da noite) para se dedicar ao pequeno. Durante este tempo, evite o celular, a TV… Se concentre nas necessidades dele, como a leitura de um livro, uma brincadeira ou um jogo. Pergunte como foi o dia, identifique assuntos de maior interesse, assim como medos e anseios.
A consolidação desta parceria renderá os melhores frutos que a vida tem a oferecer!

Exame clínico e mamografia, ambos são importantes contra o câncer de mama

Ouvimos há anos que a mamografia é a única forma de prevenir o câncer de mama, certo? É, segundo uma pesquisa canadense divulgada essa semana, parece que não. E como eles chegaram à essa conclusão? Vamos contar um pouquinho pra vocês.
A pesquisa foi realizada com cerca de 90 mil mulheres entre 40 e 59 anos. A conclusão foi que a mamografia anual não reduz a mortalidade por câncer de mama, se comparado com o exame clínico realizado pelo seu médico – aquele que a gente faz em casa através do toque.
A questão é: não é que a mamografia não seja eficaz, mas se comparada ao exame clínico (que é simples e menos dolorido, sem dúvida), não há muita diferença. Os resultados foram: durante cinco anos parte das mulheres realizaram o exame de toque e a outra parte, a mamografia e a incidência de morte por câncer de mama foi a mesma em ambos os métodos.
Mas o que devemos ter bem claro em nós é a importância de se prevenir. Seja em casa, seja no médico (visita anual obrigatória), pois só assim poderemos mudar as estatísticas, que ainda, infelizmente, são assustadoras.
Então, “girls”, sem vacilo, hein! Percebeu qualquer anormalidade em seu corpo, bora para o ginecologista!
Porque se cuidar é parte fundamental do amor próprio, da independência e da tranquilidade.
Fonte: Folha de São Paulo

Saiba quais os benefícios que a pílula anticoncepcional pode trazer

Há tempos que a pílula anticoncepcional tinha apenas um efeito: o de prevenir a gravidez. Mas, os tempos mudaram né, divinas? Hoje os médicos também atribuem benefícios extras ao contraceptivo, como o controle da acne e a queda de cabelo.
Um estudo conduzido pela “Gothenburg University”, na Suécia, mostrou que 1300 voluntárias, na faixa etária dos 19 aos 24 anos, também descobriram que a pílula diminui a intensidade da cólica menstrual, causada por hormônios chamados prostaglandinas. A pílula diminuiria a produção destes hormônios e, com isso, as cólicas.
Confira uma lista de outros problemas de saúde que tem sua cura ou diminuição associadas a este tipo de medicamento:
Câncer: especialistas acreditam que a pílula protege a mulher contra o câncer de ovários, útero e intestino. Por outro lado, pode aumentar o risco de câncer de mama e colo de útero.
Anemia: o ciclo menstrual é mais curto e menos intenso para mulheres que tomam pílula, e isso diminui as chances de deficiência de ferro no corpo.
Memória: a pílula pode ajudar no desenvolvimento de algumas áreas do cérebro, melhorando a consciência espacial e impulsionando as ferramentas ligadas à memória.
Cistos: podem proteger o organismo contra cistos no ovário.
Oscilações de humor: por muitos motivos, o uso da pílula está associado ao equilíbrio do humor.
Libido: se sua vida sexual anda devagar, peça que o seu ginecologista indique uma pílula para auxiliar neste sentido.
Depressão: especialistas da Stanford University, nos Estados Unidos, descobriram um tipo de pílula que pode auxiliar no tratamento contra a depressão. Ela reduziria alucionações e delírios.
Miomas: um novo tipo de pílula do dia seguinte pode auxiliar no tratamento de miomas, de acordo com especialistas americanos. A pílula tende a inibir o desenvolvimento deste problema.
Endometriose: ela inibe o fluxo natural e, com isso, alivia os sintomas ligados à doença.
Síndrome do choque tóxico: pesquisadores americanos descobriram que usuárias de pílula têm metade das taxas ligadas à doença, quando comparadas às mulheres que não tomam.
Osteoporose: quanto maior o uso de estrogênios, maior o impacto positivo sobre a massa óssea. Assim, as mulheres que usam os contraceptivos contínuos se beneficiam quanto à prevenção da osteoporose.
Consulte seu ginecologista para saber qual o medicamento mais adequado para você. ;-)
Fonte: Portal Terra

Você já ouviu falar sobre este problema? Fator tubo peritoneal é fundamental para a fertilidade

Gente, acho que todas nós conhecemos a importância das trompas de Falópio, né? Hoje chamadas de tubas uterinas, as trompas ficam nas extremidades superiores do útero. Elas têm a função de transportar os óvulos do ovário até o útero. E é dentro das trompas que ocorre a fecundação pelo espermatozoide.
Os problemas anatômicos nas trompas de Falópio, relatados em geral como “fator tubo peritoneal”, costumam ser detectados em cerca de 20% dos casos de infertilidade. Estas alterações anatômicas ocorrem por conta de problemas prévios, como a Doença Inflamatória Pélvica (DIP) – lembra qua já falamos dela aqui? -, a apendicite aguda perfurada, determinados tipos de aborto e cirurgia prévia nas trompas. As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) também podem estar relacionadas.
Um exame conhecido como histerossalpingografia (HSG), no qual se usa a aplicação de um contraste de iodo, costuma ser utilizado para diagnosticar a presença de alterações anatômicas nas trompas. Outro método é a laparoscopia, que é mais invasivo.
Após os exames, o médico irá avaliar se há a necessidade de tratamento cirúrgico. Há casos em que a gravidez pode ocorrer de forma natural após tratamento. Em outros, é preciso contar com a reprodução assistida.