Pílula de uso contínuo não é qualquer uma: precisa ser testada e aprovada

pílula contínua

A pílula anticoncepcional de uso contínuo deve ser do tipo combinada, monofásica e de baixa dose, ou seja, pílulas que apresentam baixa dose dos hormônios estrogênio e progestagênio em concentração constante durante todo o ciclo.

Trata-se da mesma formulação da maioria das pílulas de uso convencional, diferindo apenas no tipo de regime de administração. Entretanto, aconselha-se que sejam utilizadas no regime contínuo as pílulas que foram testadas e aprovadas para uso específico neste regime contraceptivo.

Efeitos colaterais são diferentes? – Não. Os efeitos colaterais associados ao regime de contracepção contínua são similares aos observados nas usuárias de pílulas com pausa. O sangramento irregular é o efeito colateral mais comum. Em alguns casos, a menstruação não chega a ser totalmente suspensa e as mulheres podem apresentar sangramento irregular do tipo spotting (mancha menstrual) ou sangramento de escape. Este efeito é observado, principalmente, nos primeiros meses de uso do regime contínuo e tende a melhorar com a continuidade do tratamento.

Na dúvida, procure sempre seu ginecologista e tire todas as suas dúvidas! 

Com um tubinho você pode tudo!

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Drauzio Varella entrevista médico que é favorável ao uso contínuo da pílula

O famoso médico Drauzio Varella, responsável pelas séries sobre saúde e qualidade de vida no programa Fantástico da TV Globo, também possui um site com equipe especializada em matérias de interesse da população.

Para quem quer saber mais sobre a história da pílula anticoncepcional, desde o seu surgimento, em 1960, as mudanças que ela provocou no comportamento das mulheres e na própria sociedade, até os dias atuais, em que o medicamento é usado de forma ininterrupta para cessar a menstruação e combater os efeitos indesejáveis da TPM, o Viva Sem Menstruar reproduz alguns trechos mais importantes, abaixo:

O entrevistado é o médico Dr. José Mendes Aldrigh, professor de Ginecologia do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Confira:

- A primeira pílula anticoncepcional, Enovid-R, lançada no mercado em 1960, foi descoberta por acaso. Os pesquisadores queriam descobrir um caminho para combater a esterilidade feminina e chegaram a uma fórmula com ação contraceptiva.

- Esse achado foi de extrema importância para o sucesso da Revolução Sexual, que pôs fim a séculos de repressão, sobretudo para as mulheres, e alterou padrões de comportamento, visão de mundo e estilo de vida dos dois gêneros.

- As primeiras pílulas lançadas no mercado continham altas doses de estrogênio e provocavam efeitos colaterais indesejáveis, como aumento de peso, distúrbios vasculares e dor nas mamas.

- A redução desse hormônio e do progestogênio nas fórmulas mais modernas reduziu significativamente a ocorrência dos efeitos indesejáveis. Entretanto, seu uso é contraindicado após os 35 anos para as mulheres que fumam, porque aumenta o risco de acidentes cardiovasculares.

- O grande benefício que a pílula representou na vida das mulheres foi a condição de exercer sua sexualidade sem o ônus da gravidez, risco sempre presente antes da década de 1960.

- O medo de que o uso ininterrupto e prolongado da pílula pudesse transformar-se num problema clínico mostrou-se improcedente. Na verdade, acontece o contrário. As pausas fazem com que o organismo esteja em constante processo de adaptação.

Para ler a entrevista na íntegra e saber mais sobre a história da pílula, basta clicar aqui.

Fonte: drauziovarella.com.br 

Sarah Menezes, a judoca que trouxe ouro para o Brasil afirma: TPM atrapalha a qualidade dos treinos

Piauiense de 22 anos, Sarah Menezes venceu a romena Alina Dumitru, campeã dos Jogos de Pequim 2008 e entrou para a história como a primeira mulher brasileira a ganhar uma medalha de ouro no judô nas Olimpíadas de Londres.

A grandeza da conquista pode ser medida também na comparação com outras modalidades. Até então, só uma mulher brasileira havia conseguido o ouro em prova individual na história das Olimpíadas: Maurren Maggi, no salto em distância, em Pequim 2008.

O Viva Sem Menstruar entrevistou, com exclusividade, a judoca brasileira Sarah Menezes, para saber como os sintomas da TPM prejudicam a qualidade dos treinos.

Ela conta que sofria deste mal, que tanto aflige as mulheres que ainda não optaram pela contracepção contínua. “No início, eu tinha muitas cólicas, mas a ginecologista da seleção Brasileira de Judô, Tathiana Parmigiano, receitou um anticoncepcional e, hoje, não sinto tanto desconforto. Minha menstruação regulou com este medicamento!”

Quando perguntada sobre o que é mais difícil: derrubar os adversários no tatame ou controlar a TPM, ela escolheu, obviamente, a primeira opção. No entanto, reconhece que seria ainda mais difícil manter a qualidade nos treinos com o desconforto causado pela TPM. “Eu nunca tive TPM com todos os sintomas que as mulheres sempre reclamam, mas minha cólica menstrual é muito forte e atrapalhava minha vida de atleta”, comenta.

Se a TPM atrapalha a atividade física da mulher, por outro lado, a prática de exercícios físicos é extremamente benéfica para minimizar os sintomas desse período. Mas apenas fazer atividade física não resolve completamente o problema. Tanto que a própria judoca dá um importante conselho: “Se você é mulher, pratica algum esporte e tem dificuldades por causa da TPM, procure um tratamento rapidamente”. Ela está certíssima!

Hoje, há um método que acaba com os sintomas da TPM, além de cessar completamente a menstruação. É a contracepção contínua. Por meio de uma pílula adequada para a ingestão ininterrupta, sem trazer efeitos colaterais diferentes de uma pílula com intervalo, a mulher pode ter muito mais liberdade e viver a vida com plenitude. Se você não conhece ou ainda tem dúvidas sobre o método, procure um ginecologista de sua confiança e pergunte. Sem medo!

 

Opinião de quem já não menstrua: mulheres de todo o Brasil falam sobre os benefícios da contracepção contínua

Pelo site vivasemmenstruar.com.br recebemos depoimentos diretos e espontâneos de mulheres de todo o Brasil falando sobre a escolha pela contracepção contínua e seus benefícios. Alguns deles estão compartilhados na fanpage do VSM no Facebook, que você pode conferir aqui.

Selecionamos alguns para mostrar que a interação flui muito bem, comprovando a eficácia de nossos canais de comunicação contigo, nossa querida leitora. Se você quiser, mande também seu depoimento. Se tiver dúvidas sobre a contracepção contínua, fale com seu ginecologista na próxima consulta de rotina!

A Ana Paula, de Curitiba-PR, por exemplo, enviou um depoimento bem bacana em que conta que faz 12 anos que não sabe o que é menstruar. “Digo, com certeza, que foi a melhor escolha em minha vida. Na época, sequer havia a pílula de uso contínuo e os ginecologistas mais antigos eram céticos em relação ao método. Acredito que a menstruação não faz parte da vida da mulher atual. Não tenho nenhuma recordação do que é a compra de um absorvente, de um remédio para cólicas ou qualquer coisa do tipo.”

Já a Aline, 24 anos, de Teresópolis-RJ, diz que nesse momento da vida não quer ter filho. “A menstruação, na minha opinião, só serve pra isso. Depois que escolhi ficar sem menstruar (com ajuda do meu ginecologista), minha vida melhorou muito… antes, eram cinco dias de sofrimento. Agora não tenho ciclo menstrual para acabar com meu dia.”

E a Miriam, de Atibaia-SP, afirma que não existe coisa melhor no mundo que viver sem menstruar. “Não precisa se preocupar com o dia da viagem, não precisa mais levar absorvente na bolsa, não sinto cólica e nem fico mal humorada… Se fosse listar aqui todos os benefícios, o espaço ficaria pequeno.”

Para enviar seu depoimento para o site VSM, clique aqui.

Dúvidas comuns: o uso contraceptivo oral contínuo afeta de alguma forma a possibilidade de engravidar?

Essa talvez seja a dúvida mais recorrente que aparece entre as leitoras do blog Viva Sem Menstruar. E, para tentar resolver de vez toda e qualquer celeuma, vamos falar sobre o assunto? O contraceptivo usado de modo contínuo não tem qualquer relação com a infertilidade. Agora, vamos saber os detalhes?

Há estudos que compararam o retorno à fertilidade em mulheres que utilizaram pílulas em regime contínuo e regime com pausa. Eles demonstraram que a taxa de gravidez após a suspensão do tratamento é semelhante nos dois regimes.

Além da fertilidade não ser afetada, a sua menstruação também voltará ao normal, fique sossegada! De acordo com os especialistas, o retorno às menstruações é rapidamente restabelecido após a suspensão do tratamento contraceptivo em regime contínuo. Não existem evidências de que o restabelecimento da função ovariana e, portanto, da menstruação seja prejudicado com o uso contínuo da pílula.

Ainda tem dúvidas? Sim, todas nós temos, afinal de contas, parar de menstruar é uma mudança de paradigma. Estamos todas acostumadas a achar que menstruar é normal e qualquer coisa que signifique o fim dos sangramentos mensais e dos sintomas da TPM (tensão pré-menstrual) que os acompanham sejam “antinaturais”. Pura bobagem baseada em senso comum. Mas tomar pílula de modo contínuo pode trazer efeitos colaterais?

Os estudos indicam que os efeitos colaterais relacionados ao regime de contracepção contínua são similares aos observados nas usuárias de pílulas com pausa. O sangramento irregular é o efeito colateral mais comum. Este efeito é observado, principalmente, nos primeiros meses de uso do regime contínuo e tende a melhorar com a continuidade do tratamento.

Lembre-se: sangramento nunca mais! No regime de contracepção contínua não ocorre o sangramento mensal, uma vez que não há interrupção periódica do contraceptivo conforme ocorre com o uso de pílulas no regime tradicional com pausa. Entretanto, como em qualquer regime hormonal, pode ocorrer a presença de sangramento irregular. Bem, agora que mais dúvidas estão sanadas, procure seu ginecologista e pergunte a ele se a contracepção contínua pode ser para você!

Matéria que relaciona fim da TPM e desempenho esportivo foi publicada em vários veículos em agosto

Por ocasião das Olimpíadas de Londres (realizada entre meados de julho e começo agosto de 2012), foi amplamente divulgada nos veículos de comunicação do Brasil uma matéria bem bacana que relaciona o fim dos sintomas da TPM ao bom desempenho nas competições.

De acordo com o texto, seja qual for a modalidade, atletas profissionais e mulheres que adotam a prática esportiva apenas para fugir do sedentarismo, têm algo em comum: todas precisam encarar a incômoda TPM, que afeta a disposição, a concentração e o desempenho esportivo.

Um dos principais desafios é fazer com que os efeitos indesejáveis não interfiram na vida profissional e pessoal. De acordo com o Dr. Luciano Pompei, da Faculdade de Medicina do ABC e membro da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), no período pré-menstrual, é comum aparecerem inchaços, especialmente nas mamas, abdômen, pernas e pés, o que pode causar um desconforto maior para quem pratica atletismo, modalidades com bola, saltos etc.

As variações de humor, comuns nesta fase, também podem comprometer o rendimento e a concentração das esportistas e interferir especialmente no convívio com outras atletas e técnicos. Dessa forma, a interrupção do ciclo é uma opção cada vez mais adotada por estas profissionais e seus médicos para garantir estabilidade emocional e física durante todo o mês. “A própria atividade física contribui para a prevenção parcial dos sintomas pré-menstruais, mas em casos de TPM severa, as esportistas podem lançar mão de anticoncepcionais de uso contínuo para que o trabalho não seja comprometido”, explica o médico.

Estudo inédito - Interromper a menstruarão é uma tendência verificada por um estudo inédito realizado recentemente com 1.100 médicos do Brasil. Segundo os dados, 93% dos ginecologistas disseram que já receberam pacientes no consultório interessadas em ingressar na contracepção contínua e que 94% dos especialistas já prescreveram a pílula anticoncepcional em regime contínuo, sendo 78% com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da mulher.

Além do bem-estar, o tratamento de algumas doenças ginecológicas, como a dismenorreia (menstruação dolorosa) e a endometriose, são os principais motivos para que o médico indique à sua paciente o método do anticoncepcional contínuo. Se tiver dúvida sobre contracepção contínua, pergunte ao seu ginecologista!

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui